
Nos canteiros de obras, cada parede erguida abriga sonhos. Mas, antes de qualquer entrega, existe um compromisso com quem transforma projetos em realidade: os trabalhadores. E é nas áreas de vivência que esse cuidado se torna concreto, dando espaço para que a rotina seja mais segura, digna e humana.
A legislação brasileira, por meio da Norma Regulamentadora nº 18 (NR-18), estabelece a base: locais adequados para alimentação, descanso, higiene... Tudo para que o trabalho ocorra em condições de saúde e segurança.
A Cartilha de Áreas de Vivência, produzida pela CBIC e o SESI-DN, reforça que esses espaços devem ir além da formalidade: precisam oferecer ventilação, acessibilidade, gestão correta de resíduos e manutenção contínua. É quando a lei encontra a prática que o cuidado se materializa.
Estudos acadêmicos revelam a urgência do tema. No Paraná, a pesquisa “Áreas de Vivência em Canteiros de Obras da Construção Civil: avaliação do cumprimento da NR-18 em construtoras de Maringá-PR” mostrou que apenas 44,6% das áreas de vivência avaliadas atendiam integralmente à NR-18. Já no Rio Grande do Sul, o estudo “Áreas de Vivência em Canteiros de Obras: análise sob a ótica da ergonomia e da percepção dos trabalhadores” revelou que, mesmo onde as normas eram cumpridas, os trabalhadores relataram que a sensação de conforto e qualidade ainda não era plena. A lei é essencial, mas a percepção humana evidencia o que ainda falta.
O compromisso da MRV&CO
É nesse contexto que surge o projeto das áreas de vivência dos canteiros de obra da MRV, parte da iniciativa Cuidando de Quem Constrói, plataforma de iniciativas do Grupo MRV&CO voltada especialmente para os colaboradores dos canteiros de obras. As áreas de vivência são uma das prioridades dos canteiros de obras e a estrutura carrega a mensagem de que a segurança, a saúde e a dignidade não são benefícios extras, mas parte indissociável da vida no trabalho.
Estudos comportamentais apontam o quanto as áreas de vivência impactam na saúde mental, hábitos mais saudáveis e maior satisfação pessoal dos colaboradores. A qualidade de vida também impacta em aspectos coletivos. Dados da saúde ocupacional também revelam que ambientes de descanso e convivência nos canteiros fortalecemos laços dentro das equipes e geram uma comunicação mais fluida, resultando em maior produtividade e redução de conflitos no trabalho.
Entre o barulho das máquinas e o ritmo acelerado das obras, há espaços de silêncio e cuidado. Locais onde o trabalhador pode recuperar as forças, sentir-se respeitado e valorizado.
As áreas de vivência não são apenas exigência legal. Na MRV&CO, elas são expressão de compromisso: um gesto diário que reafirma que quem constrói também merece ser cuidado.